Hoje amanheceu lindo. O sol tá brilhando, céu totalmente azul, o dia esplendoroso. Na minha caminhada, quando entrei na floresta do Silvestre, os raios de sol se desmanchavam entre as folhas das árvores, fazendo um jogo de luz belíssimo. Quantos tons de verde, uns mais amarelados, outros ocre, outros mais pro azul... uma infinidade... deu uma alegria danada. Fiquei pensando em quantas vezes você olhou pra fora da janela de sua casa e sentiu exatamente esta mesma alegria, este deslumbramento, ao reparar este mesmo espetáculo diante de você.
Sempre que chego nesta parte da caminhada, lhe cumprimento: bom dia, Mario! É como se estivesse entrando na sua casa. Pois foi no meio de uma floresta que ce escolheu viver e construir a sua moradia. Ce replantou no morro mais de 800 mudas, que ce conhecia como a palma da mão. E hoje, assim que lhe cumprimentei, uma folha veio caindo caindo na minha mão. Senti logo que veio de você, como um presente. Agora está aqui na minha mesa, onde vai ficar entre as canetas, numa grande caneca com a receita de sopa de cogumelos impressa.
As coisas são assim. Foi este mesmo morro que te soterrou. Se os morros fossem gente, diria que este foi capaz da mais cruel traição... não mereceu ter sido replantado e tão bem cuidado... não mereceu o teu amor, o teu cuidado... não mereceu a tua confiança. Mas como morro é morro, as coisas são assim.
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