Friday, March 4, 2011

ontem choveu aqui

Ontem choveu aqui. Há um mes que não chove (ainda bem!), desde que aconteceu aquela tromba d’água que te matou, Mario.

É tão estranho ouvir isto: te matou, Mario.

Esta-ainda bem- foi suave: uns 15 minutos bem forte, depois enfraquecendo, depois só na ponta do pé... ainda bem.

Ainda bem??? será que ouvi direito? como mudei....

Passei a ter trauma de chuva. Cada dia me informo na TV, no jornal papel e no computador, pra ver a previsão. Criei medo, pavor. Não gosto dela mais. Eu, que sempre amei vê-la chegando, trazendo aquela penumbra que me dava um bem estar diferente, especial. Me sentia mais inspirada, mais aconchegada, mais valente pra vida. Mas agora tenho medo. As coisas mudaram, os “cientistas meteorológicos” daqui e  de lá de fora dizem que grandes transformações estão acontecendo: agora os cataclismas estão mais frequentes e mais intensas. Antes, aconteciam uma vez em 50, 100 anos, agora é todo ano. Ciclones de grau 1 aconteciam com frequência, e os de grau 5, raramente. Agora inverteu: os de grau 5 são frequentes, e os outros quase não acontecem mais. E não há como prever: ainda não existem máquinas para este tipo de previsão, pois tudo isso é novidade. A tempestade- violenta, furiosa, arrastando tudo que vê pela frente, entornando rios, derrubando morros sólidos e de florestas, que antes eram tidos como seguros e perenes, pra soterrar casas e gente (como foi o teu caso) pode chegar de repente, sem aviso prévio. E com muito mais frequência. 

Tem que se prever o imprevisível, imaginar o impossível.

Pois eu amava a chuva. Sempre escutei, antes que os outros, os primeiros pinguinhos muito suaves, muito baixinhos, muito leves. Como se eu a catasse, a procurasse, a chamasse. 

Agora neste intante tá um céu cinzento e só, ficou assim o dia todo, assim é muito bom. A temperatura está gostosa, fresquinha, pedindo até uma manguinha quem sabe, e tá estável, ou seja, não vem violência por aí. 

Bem... acho que não. Tudo é tão bambo...

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