Wednesday, July 6, 2011

a primeira vez

Pode ser que tenha sido antes, mas lembro de você pela primeira vez sentado com o João na primeira fila do lado direito do palco, assistindo a um dos shows da Equipe Mercado, o Troforofô,  no Teatro Poeira, finais de 1970. Era um show em que tinha um número instrumental em que eu fazia uma dança criada na hora. E no final de tudo, distribuimos tampas, panelas e outros à platéia, e fizemos uma música coletiva de percussão, vozes, e instrumentos eletrônicos, além de um sintetizador. 

Pena que não tem um único registro, nem de áudio, nem de vídeo, e nem fotográfico... hoje é tão banal gravar tudo, até o telefone faz esta função, de olho fechado. Mas não tem nada não. Só quem estava lá é quem sabe como foi e o que foi aquele show. Este é todo o charme e a magia dos existenciais anos 70... 

Mas lembro de ter reparado a sua pessoa. E como não? um rapaz de quase dois metros de altura, magro, louro, cabeludo e muito bonito. Naquele dia, não lembro mais de você, mas um tempo depois ce apareceu na casa da gente na Rua Julio Otoni. Seu contato era o Sagrá, baterista que tocava com a gente, e através dele, viemos a nos conhecer, nos relacionar e tocar juntos. Mas sempre assim, de longe. Exatamente um ano depois, a Equipe Mercado fez seu último show, Na Mata Encantada, no Tereza Raquel e fiquei me apresentando em dupla com o Stul, e chegamos a gravar um compacto. Foi quando surgiu a idéia de fazer uma banda. Esta seria mais roqueira, e daí você entrou, junto com o João del Águila na batera e Barroco na guitarra. 

Reviravolta profissional, estética, conceitual, pessoal e afetiva. Muita coisa pra uma só crônica. Vamos aos poucos.

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